Na sexta etapa da Operação Patrinus, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra PMs acusados de negociar valores para beneficiar uma clínica da região com policiamento direcionado e atendimento prioritário.
Segundo a investigação, o estabelecimento integrava um grupo de empresas tratado pelos envolvidos como “padrinhos”. Em troca de repasses em dinheiro, esses locais teriam recebido atenção diferenciada, com rotas de viaturas voltadas aos pontos de interesse e uso de recursos públicos da Polícia Militar.
Conversas obtidas em celulares apreendidos durante as apurações indicariam negociações sobre os pagamentos, incluindo cobranças extras que variavam entre R$ 50 e R$ 100.
Os episódios investigados teriam acontecido entre setembro e outubro de 2021, período em que os agentes trabalhavam no 39º BPM, responsável pela área de Belford Roxo. Dois dos policiais alvos desta nova fase já estavam presos por outras etapas da operação. O terceiro foi encontrado em sua residência, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu.
Um dos denunciados já foi expulso da corporação.
Iniciada em 2024, a Operação Patrinus apura suspeitas de corrupção envolvendo policiais militares na Baixada Fluminense. Em fases anteriores, as investigações também alcançaram possíveis cobranças por segurança particular durante o horário de serviço, extorsão e comercialização ilegal de armas apreendidas

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